sexta-feira, junho 29, 2007

Nosso sonho se perdeu no fio da vida. E eu vou embora, sem mais feridas, sem despedidas. Eu quero ver o mar. (...) Nossas juras de amor, já desbotadas. Nossos beijos de outrora foram guardados. Nosso mais belo plano, desperdiçado. Nossa graça e vontade derretem na chuva. Um costume de nós fica agarrado. As lembranças, os cheiros, dilacerados. Nossa bela história está no passado.
O amor que me tinhas era pouco e se acabou.
[Música, Vanessa da Mata]

terça-feira, junho 26, 2007

"Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo. É o arremate de uma história que terminou, externamente, sem nossa concordância, mas que precisa também sair de dentro da gente...E só então a gente poderá amar, de novo".

[Martha Medeiros]

domingo, junho 24, 2007

NUNCA MAIS QUERO PERDER!

"(...) Nunca mais nesta vida quero gente se indo.
Já está de bom tamanho.
O coração da gente vai absorvendo os golpes: que são muitos e de todos os lados, sempre.
Com quase todo mundo é assim.
De repente, as pessoas começam a ir embora, por morte matada e morrida, por desamor, por tristeza, por ansiedade, por medos diversos... Seu coração vai recebendo as pancadas e uma hora dá vontade de dar um berro, sair vomitando as mágoas todas que a gente foi engolindo.
Nunca mais gente partindo sem motivo aparente, sem dar nome aos bois ou uma denúncia vazia.
Nesta vida, nunca mais!
E nunca mais, nesta breve passagem, a palavra não dita, o gesto parado no ar, dissolvido antes do afago.
Nunca mais a dose nossa de orgulho besta, a solidão das noites perdidas por amor desenganado, o coração parado, à espreita.
Isso, não.(...)
Nunca mais um dia atirado ao nada, nunca mais o verbo que não se completa, todas as palavras que não foram ditas - verdades -, todas elas, uma após a outra, formando frases, pensamentos, sentimentos...
Amor costurando o texto, que é linha que não refuga de jeito nenhum.
Nunca mais!
O coração se magoando todo o dia, a gente engolindo sapos e lagartos e se esquecendo de que é capaz de mudar cada uma das histórias e reescrever o livro das nossas vidas."

[Miguel Falabella]
Gente, eu amo Festa Junina!! Tudo é muito gostoso, as comidas, as danças, o clima de alegria...eu já dancei muito, ultimamente fico só olhando e admirando :)
Festa Junina que se preze tem caipira, quadrilha, baião, forró, casamento na roça, fogueira, balões, bandeirinhas e uma culinária característica repleta de pinhão, pamonha, canjica, bolo de fubá, pipoca e quentão. Características desse Brasil tão "caipira" e adorável!

“Capelinha de Melão é de São João / É de cravo é de rosa É de manjericão...” (Braguinha e A. Ribeiro)
“O balão vai subindo / Vem caindo a garoa / O céu é tão lindo / A noite é tão boa / ...” (Braguinha e A. Ribeiro)
“Com a filha de João / Antônio ia se casar / ...” (O. Santiago e B. Lacerda)
“Chegou a hora da fogueira / É noite de São João / O céu fica todo iluminado / Fica o céu todo estrelado / Pintadinho de balão / ...” (Lamartine Babo)
“Cai cai balão / Cai cai balão / Aqui na minha mão / Não vou lá / Não vou lá / Não vou lá / Tenho medo de apanhar / ...” (autor desconhecido)

Viva São João!

sábado, junho 23, 2007

Tenho saudade de muitas coisas...
Minha infância, que foi num lugar calmo onde eu podia brincar sem medo, subir em árvores, andar de bicicleta, brincar na rua até tarde...

Saudadade das minhas amiguinhas...[Lu, Jana, Jane, Anara, etc...], dos matinês onde todo ano fazíamos uma fantasia de carnaval diferente, do clube [Brancaleone] onde era uma extensão da minha casa...e onde eu fazia as maiores peripércias...

Saudade da escola, dos amigos que fiz onde estudei e não vi mais...dos recreios, dos trabalhos nas casa dos colegas, e até dos apertos na hora das provas...

Saudade das professoras [em especial Tia Rosângela]
Saudade dos namoradinhos que tive, muitos deles platônicos...

Saudade da minha vó...Saudade de quando eu ficava a noite só olhando a lua e as estrelas sem ter com o que me preocupar...

Saudade de tanta coisa...
Mas, saudade principalmente de mim............

sexta-feira, junho 22, 2007

Essa semana assisti o filme "O amor não tira férias" [Após sofrerem desilusões amorosas, duas mulheres de estilo de vida bem diferentes combinam de trocar suas casas temporariamente. A mudança faz com que elas encontrem novas paixões.]

Gente, vale a pena assistir!! É uma comédia romântica fascinante!! Leve, adorável, encantadora... Simplesmente emocionante e com atores fantásticos!!

Claro que me identifiquei em vários momentos no filme e depois de assisti-lo me deu uma irresistivel vontade de fazer como elas...Mudar tudo, ir para um lugar diferente, conhecer outros lugares, outras pessoas, outra realidade... e quem sabe ser brindada tb com uma nova paixão né..:)
Como isso me faria bem...

quinta-feira, junho 21, 2007

Toda vez que toca o telefone
Eu penso que é você
Toda noite de insônia
Eu penso em te escrever
Pra dizer
Que o teu silêncio me agride
E não me agrada ser
Um calendário do ano passado
Prá dizer que teu crime me cansa
E não compensa entrar na dança
Depois que a música parou...

(Perfeita Simetria - Engenheiros do Hawai)

quarta-feira, junho 20, 2007


A gente não percebe o amor
que se perde aos poucos sem virar carinho
guardar lá dentro o amor não impede
que ele empedre mesmo crendo-se infinito
Tornar o amor real é expulsá-lo de você
para que ele possa ser de alguém...

Nando Reis – Quem vai dizer tchau

terça-feira, junho 19, 2007


Tenho razão de sentir saudade,
tenho razão de te acusar.
Houve um pacto implícito que rompeste
e sem te despedires foste embora.
Detonaste o pacto.
Detonaste a vida geral, a comum aquiescência
de viver e explorar os rumos de obscuridade
sem prazo sem consulta sem provocação
até o limite das folhas caídas na hora de cair.

Antecipaste a hora.
Teu ponteiro enlouqueceu, enlouquecendo nossas horas.
Que poderias ter feito de mais grave
do que o ato sem continuação, o ato em si,
o ato que não ousamos nem sabemos ousar
porque depois dele não há nada?

Tenho razão para sentir saudade de ti,
de nossa convivência em falas camaradas,
simples apertar de mãos, nem isso, voz
modulando sílabas conhecidas e banais
que eram sempre certeza e segurança.

Sim, tenho saudades.
Sim, acuso-te porque fizeste
o não previsto nas leis da amizade e da natureza
nem nos deixaste sequer o direito de indagar
porque o fizeste, porque te foste.

Carlos Drummond de Andrade

segunda-feira, junho 18, 2007

"Eu estou tão cansada de assustar as pessoas...
E de ser o máximo por tão pouco tempo...
E de entregar tanta alma de bandeja pra tanta gente que não quer ou não sabe querer."

domingo, junho 17, 2007

[sem saudade de você
sem saudade de mim
o passado passou enfim]

Alice Ruiz
RECEITA DE PAI
Deus pegou na força de uma montanha, na majestade de uma árvore, no calor de um sol de Verão, na calma de um mar tranquilo, na generosidade da natureza, nos confortáveis braços da noite, na sabedoria das heras, no poder do vôo da águia, na alegria de uma manhã de Primavera, na fé de uma semente, na paciência da eternidade e no centro da necessidade de uma família.Depois Deus juntou todos estes ingredientes e quando percebeu que nada mais havia para acrescentar, Ele viu que a Sua obra prima estava completa.Olhou para essa obra e disse: "A tua missão é sagrada. Vai para a vida , vai ! Só falta eu te dar um nome: eu te batizo de Pai"

segunda-feira, junho 11, 2007

"Quando me quer bem,
nesse momento,
eu me torno melhor"...

sábado, junho 02, 2007

Reciclagem de sentimentos
Jornal Estado de Minas - 22/04/2007

Preciso reciclar o meu lixo interno: separar o joio do trigo, os límpidos e transparentes filtros de amores passados que começaram bem, mas acabaram se partindo em pedaços. Preciso jogar fora os estilhaços do amor que ainda vive em mim. Varrer toda a sujeira que se acumulou ao longo do tempo.

Preciso fazer uma coleta seletiva: papéis velhos que vou guardando e que ocupam lugares esquecidos da casa, cartas, poemas, sentimentos escritos, paixões com selo de garantia vencido, encontros registrados em cadernos amarelecidos, letras quase apagadas de declarações, elogios esmaecidos, tudo o que vou guardando em pastas rotas, já rasgadas e remendadas de um lado a outro.

Vou separar também jornais guardados há mais de 20 anos, com assuntos jamais consultados, temas tão importantes que, em cada época, mereceram especial atenção, que acabaram vivendo no alto dos armários de cada casa, cuidadosamente selecionados e que, hoje, fazem parte de um arquivo morto.

São cartões de aniversário, de comemoração, convites especiais que acumulam datas por ano a fio, que fazem parte de um documentário pessoal e intransferível, que falam de mim mesma, de quem sou, dos meus amigos, dos conhecidos, de leitores tão especiais que, um dia, tiveram a coragem de escrever uma carta e endereçá-la pelo correio, colar belos selos e enviar ao destinatário, com nome, endereço e CEP.

Quantas cartas guardei, pois elas contam histórias, fazem parte do currículo. Quantas vezes já chorei ao ler poemas presenteados de madrugada, escritos em papel de pão, em guardanapos e até em rolos de papel higiênico? Mas hoje estou selecionando as melhores e piores lembranças. Acho que vou jogar tudo no aterro da minha alma, mas antes vou picar em pedacinhos, para que o meu lixo interior vá para o lugar certo.

Preciso transmutar a dor, reciclar sentimentos, colocar cada um em vidros coloridos, para não confundir o lixeiro que mora em mim. Vou enrolar os vidros mais frágeis em jornal, para que não cortem a mão e as frases mais sedutoras.

Vou limpar gavetas, retirar a poeira de velhas recordações, soprar as teias de aranha do baú das emoções, deixar o sol entrar. Vou jogar fora vidros de perfumes que marcaram época e que ainda guardo como se pudessem fazer o tempo voltar. Com almíscar, transportei-me para outras épocas bem mais felizes.

Com o capim-cheiroso, apaixonei-me perdidamente. Com o cheiro de mato, acampei. Com o perfume suntuoso da Victoria Secret, senti-me rainha. O perfume de Carolina Herrera foi o meu passaporte para outros mundos. Vidros que guardam os fluídos do amor, a energia de mulher. Com o cheirinho da erva-doce me transformei em mãe e aspergi a água benta por todo o corpo da humanidade.

Reciclando emoções, transformo papéis em textos eternos, vidros de perfumes em garrafas salva-vidas, onde está escrito: "Salve-me de mim mesma. Socorro. Sou náufraga nesse mundo".

Em minhas mudanças climáticas, sinto frio e calor ao mesmo tempo. Sou chuva e aridez. Meu termômetro sofre oscilações, chega a 40 graus de uma febre que não passa nunca. Estou quente como o sol no meu rosto, mas posso congelar na primavera em flor.

A atmosfera da minha casa é igual à do Ártico, com geleiras se quebrando no meio do mar e alterando a temperatura. Na dança louca do tempo, nem penso nas noites invernais que exigem cobertores felpudos, botas de cano longo, casacos de lã e xales enormes. Com chá de amora, aqueço-me e deito na rede dos meus sonhos. Sou urso polar a hibernar nas grutas da existência.

Meus icebergs se soltam das geleiras em uma viagem sem fim. Onde está o verão de outros dias? Reciclando sentimentos, encontrei-me. Afinal, não sou de Marte nem de Vênus. Apenas uma mulher que mergulha em seus oceanos!
Por Déa Januzzi
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